Mototaxistas praticam preços abusivos por causa da paralisação dos ônibus na capital

O serviço agil esta sendo cobrado por alguns profissionais por um preço abusivo


A população além de sofrer com a paralisação do transporte coletivo em Porto Velho, pois os profissionais da categoria continuam em greve há vários dias na capital, agora tem que pagar caro por um meio de transporte que até pouco tempo era uma opção mais em conta, o mototaxi.

O serviço de motoxi, ágil para quem precisa de um transporte mais rápido e mais barato que as corridas oferecidas pelas cooperativas de táxi da cidade, está sendo cobrado por alguns profissionais que atuam na praça, por um preço abusivo. A reclamação é da própria população portovelhese e de centenas de trabalhadores que estão sendo prejudicados pela greve encabeçada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transportes Urbanos de Porto Velho. Sem opção de transporte, eles se vêem praticamente obrigados a pagar mais caro pelo serviço.

Devido a frota de ônibus reduzida, centenas de pessoas se aglomeram nos péssimos pontos de parada existentes, aguardando os poucos coletivos que atualmente circulam na cidade. Além do sofrimento que essa parcela da população, a maioria, trabalhadores e estudantes, passam debaixo sol por horas a espera de um coletivo, os que poderiam pagar pelo mototaxi, se sentem explorados por alguns profissionais das duas rodas.

Vou de táxi
“Eles se aproveitam da greve e da falta de ônibus que já se prolonga há mais de uma semana na cidade para cobrar mais caro pelo serviço. Uma corrida que era cobrada pelo R$ 7 (bairro/centro), ou no máximo R$ 10 (bairro/bairro), por causa da greve dos ônibus, eles estão cobrando no mínimo R$ 15” reclamou a estudante Bruna Chagas.
“Isso é um absurdo”, reclamou Francisco Romano, que depende diariamente de transporte coletivo para trabalhar e reclama que com este preço praticado pela categoria, é preferível ir de táxi.

“Os sindicatos e associações de mototaxistas deveriam fiscalizar estes maus profissionais, que com certeza não são todos, e tirá-los de circulação por esta pratica abusiva. São uns aproveitadores. A categoria lutou por um bom tempo para ter o seu espaço e trabalhar legalmente na praça de Porto Velho e agora esta dando mau exemplo”, reclamou a professora de educação física Ivana Andrade, que denunciou e disse presenciar que muitos destes profissionais colocam em risco a vida de passageiros praticando manobras perigosas no trânsito da capital.

fonte: rondoniadinamica.com.br

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